Vocacional

A vida contemplativa monástica, em grande parte enunciada ao feminino, enraizou-se no silêncio do claustro gerando preciosos frutos de graça e misericórdia. A vida contemplativa feminina representou sempre, na Igreja e para a Igreja, o coração orante, guardião de gratuidade e rica fecundidade apostólica e foi testemunha visível de misteriosa e multiforme santidade. 

Partindo da primitiva experiência individual das virgens consagradas a Cristo, desabrochada como fruto espontâneo da exigência duma resposta de amor ao amor de Cristo-Esposo, rapidamente se passou a um estado definido e a uma ordem reconhecida pela Igreja, que começou a receber a profissão de virgindade emitida publicamente. Com o passar dos séculos, a maior parte das virgens consagradas acabou por reunir-se, criando formas de vida cenobítica que a Igreja, na sua solicitude, teve o cuidado de preservar com uma disciplina adequada, na base da qual se previa a clausura como salvaguarda do espírito e da finalidade decididamente contemplativa que estes cenóbios se propunham. Assim no decorrer do tempo, através da sinergia entre a ação do Espírito – que age no coração dos crentes e sempre suscita novas formas de discipulado – e o cuidado materno e solícito da Igreja, modelaram-se as formas de vida contemplativa e integralmente contemplativa, tal como as conhecemos hoje. Enquanto no Ocidente o espírito contemplativo se concretizou numa multiplicidade de carismas, no Oriente manteve uma grande unidade, dando sempre e em todo o caso testemunho da riqueza e beleza duma vida inteiramente dedicada a Deus.Ao longo dos séculos, a experiência destas irmãs, centrada no Senhor como primeiro e único amor (cf. Os 2, 21-25), gerou abundantes frutos de santidade e missão. Quanta eficácia apostólica se irradia dos mosteiros através da oração e da imolação! Quanta alegria e profecia grita ao mundo o silêncio dos claustros!


Aquelas que desejam nos conhecer entrar em contato pelo
e-mail: [email protected]
Falar com Irmã Guadalupe Escrava da Santíssima Virgem