Logo e Brasão

Texto explicativo da Logo do Mosteiro

Possui seis elementos:

Circulo: representa a nova e eterna Aliança entre Deus e os homens.

Seis pregos: três deles é um convite a contemplação do Amor Crucificado; os outros três, é o caminho de Imitatio que os verdadeiros amantes da Cruz devem traçar, vivendo como almas crucificadas.

Cálice: “Bebei dele todos, pois isto é o Meu Sangue, o Sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mt 26, 27-28). Contemplamos a vítima perfeita, Jesus que ao ser crucificado nos torna homens e mulheres livres de todo pecado. O Seu Sangue Preciosíssimo é digno de toda adoração; ao ser elevado todos os dias no Cálice pelas mãos puríssimas dos sacerdotes, na Santa Missa os nossos olhos se voltam com reverência e total devoção a tão valioso mistério de um Deus que deu-nos TUDO! E pelo qual também nós somos chamados a dar tudo todos os dias.   

Coração: O Coração possui uma coroa de espinhos, chamas de fogo e uma cruz, representa o Coração de Jesus. Bom, para as monjas Pobres de Jesus Cristo é muito caro o termo “vida de reparação”. Para tanto é divino e salutar o chamado de todo cristão ao Amor a Deus e ao próximo. Como vimos e aprendemos, este é o Coração que tanto amou o mundo! Então se queremos restituir “tudo” a Deus, isto é possível amando com o Amor de Deus, o que se faz necessário a contemplação unitiva com esta Fonte. O coração neste sentido nos remete ao amor Kenosis (esvaziamento total de si), reparação e entrega generosa da alma ao Sumo Bem.      

Letreiros: Preciosíssimo Sangue, é o nome do Mosteiro. Somos chamadas a contemplar o Sacrifício Expiatório de Cristo e oferecer preces e suplicas pelas ofensas causadas a Este Sangue Redentor. Também elevamos aos Céus louvores por sermos resgatados pelo mais alto preço, o Sangue do Cordeiro sem mancha.Vita occultatum in Christo: “Vida escondida com Cristo” (Cl 3,3). Este é o emblema de todos nós batizados, uma vez que no batismo o homem velho foi sepultado com Cristo e ressurgiu para uma vida nova. Devemos uma atenção especial ao fazermos analogia com a vida Monástica que nos primeiros séculos, homens e mulheres se retiravam para as montanhas em busca de viverem o batismo radicalmente, como nova forma de martírio. Não era fuga do mundo, mas uma maneira de se esconder em Deus para vencer a si mesmo, o mundo e o demônio. É nosso dever permanecermos escondidos em Cristo.


Texto explicativo Brasão IRMÃS POBRES DE JESUS CRISTO

A Cruz: A Cruz, que ocupa um lugar central no nosso brasão é uma perene recordação do amor do Senhor que nos amou até o fim (Jo 13, 1). Somos atraídos por ela e pela paixão d’Aquele “que se despojando de toda a sua condição divina se tornou pobre, servo, humilde; dom sem reservas e sacrifício por toda a humanidade.”

A Cruz, manifestação da plena obediência de Jesus ao Pai(Fl 2,8), e fonte inesgotável de misericórdia para os  pecadores(Gl 2,20), ao ver-se assim encentrada, lembra a cada filho e filha desse Carisma que a Cruz de Cristo jamais poderá ser esquecida(ICor 1,17). Ao olhar para ela, lembremos também daquela condição indispensável feita por Jesus para quem quisesse segui-Lo: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24).

As Chagas: As gotas de sangue que se encontram na Cruz e na Hóstia representam as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Adoramos essas benditas Chagas porque foi por meio delas que fomos curados (IPd 2,24). De tão preciosas que são, permaneceram no corpo de Nosso Senhor, mesmo após a sua ressurreição. Essa devoção conforme nos diz as Nossas Fontes, chegou até nós por meio de Santa Clara que tinha uma particular devoção pelas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo (LSC 30).

A Hóstia Santa: No nosso brasão a Hóstia se encontra no lugar do coração. Ela é o Coração Eucarístico de Jesus que se deu como sacrifício por toda a humanidade naquela grande Missa celebrada no Altar do Gólgota. Nela se encontra aquela Santa Chaga de amor que foi originada pela lança do soldado (Jo 19, 34) e que se tornou uma fonte exaurível de misericórdia e redenção. O monograma JHS, inscrito ao centro, nos recorda que só existe um nome diante do qual nós fomos salvos: Jesus que é o que precisamente significa JHS: Jesus Salvador dos homens – Jesus Hominum Salvator. A Hóstia Santa, Coração Eucarístico do Divino Cordeiro, retrata em nossa divisa, nos lembra que um/a filho/a desse Carisma não pode viver sem a Santa Missa e sem os joelhos prostrados em adoração. Lembramos ainda, que desde as nossas origens, nós somos um povo Eucarístico.

O Cajado: É o símbolo do nosso pastoreio que tem sua razão de ser em Jesus, o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas (Jo 10,11). O cajado serve para trazer de volta a ovelha que se extraviou e para defender o rebanho dos ataques dos lobos. Por isso, somos chamados a irmos onde as ovelhas mais frágeis se encontram, a fim de trazê-las de volta (NF 50, 57, 78), assim como de denunciarmos profeticamente tudo aquilo que atenta contra a vida e a dignidade delas. O cajado é também símbolo da nossa peregrinação. Somo homens e mulheres do caminho e a caminho. Não temos aqui morada permanente. Nossa única segurança e consolo é o senhor: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam” (Sl 23,4).

A Espada: Recorda um dos pilares sobre os quais está assentado o nosso Carisma; o combate espiritual: “Este é o dever de que te encarrego…Combate…o bom combate” (ITm 1,18). Somos guerreiros em ordem de batalha, que tomaram em suas mãos “a espada do Espírito que é a Palavra de Deus” ( Ef 6, 17), viva e eficaz, cortante e penetrante ( Hb 4, 12). Tomar a espada da Palavra significa travar aquelas três dimensões do combate espiritual (contra mim mesmo, contra aquilo que no mundo quer me afastar de Deus e contra o Inimigo) munidos da certeza de que o Senhor combate conosco “como um Poderoso Guerreiro” (Jr 20, 11).

O Escudo: O Senhor não somente nos dá uma arma ofensiva de combate, a espada, mas nos dá também uma arma defensiva, o escudo. O escudo é a fé com o qual poderemos sempre “apagar todos os dardos inflamados do Maligno” (Ef 6, 16), que são as tentações lançadas sobre a nossa inteligência, memória e imaginação, assim como as heresias e o relativismo da própria fé. “Firmes na fé” (ICr 16,13) lembremo-nos sempre que o Senhor “é escudo para todos os que n’Ele se refulgiam” (Sl 18, 30).

A Flor de Lis: É a representação de um lírio. Lírio, em francês, é Lis. Além de simbolizar honra e lealdade, simboliza também a pureza do corpo e da alma e justamente por isso é que ela foi associada à Virgem Maria. Em nosso brasão elas são no número de três e representam aquelas três pulcras virtudes com as quais o Senhor ornou a Virgem Santíssima: a inocência, a castidade e a pureza. A representação da flor de Lis em nosso emblema nos recorda que “uma verdadeira, filial e ardente devoção para com a Virgem Santíssima” (NF 17) “é auxilio seguro na luta contra todos os vícios que queiram nos impedir de adquirir a virtude da pureza e do autodomínio” (NF 18).

O Cordão: Lembra-nos que a via pela qual seguimos Jesus é a mesma que nossos patronos, Francisco e Clara, um dia trilharam: a santa pobreza. Os nós, representam “os votos de castidade, pobreza e obediência são expressão maior do nosso amor por Ele e por Seu Reino” (NF 9) e de total disponibilidade a todos, sobretudo aos mais pequeninos.