Devoções e Espiritualidade

Piedade devocional do Nosso Mosteiro

Oração de Reparação  pela Igreja e pela Humanidade

“Como Moisés que com sua oração, decide o destino de seu povo, garantindo a vitória deste sobre o inimigo, quando ele consegue manter elevado os braços invocando a ajuda do Senhor (Ex. 17, 11). Cada irmã é chamada a oração em favor da humanidade inteira e da igreja, especialmente dos seus membros mais vulneráveis e necessitados. Hoje, como então, podemos pensar que o destino da humanidade se decide no coração orante e nos braços levantados das contemplativas”. (VDQ N. 17)

A Adoração Eucarística

“Assim a Eucaristia introduz-nos diariamente no mistério do amor, que é amor esponsal: ‘Cristo é o Esposo da Igreja, como Redentor do mundo. A eucaristia é o sacramento da nossa redenção. É o Sacramento do Esposo, da esposa’. Por isso, é louvável a tradição de prolongar a celebração com a Adoração Eucarística, momento privilegiado para assimilar interiormente o pão da palavra repartido durante a celebração e continuar a dar ação de graças”. (VDQ N. 22)

Diante do Santíssimo Sacramento somos convidadas a fazer a seguinte oração:

“Amor por amor, vida por vida, sangue por sangue, hóstia por hóstia, tudo é uma só coisa entre nós, já não podeis sofrer, mas confiastes a mim a Vossa missão e por ela me ei de dedicar sem reservas, para Vos indenizar e para salvar convosco os pecadores pelos quais Vos entregastes a morte. Quero sofrer pelos que gozam, quero amar pelos que blasfemam, quero humilhar-me pelos que se exaltam, quero chorar pelos que riem, quero dar-Vos todo meu coração para morada pelos que Vos rejeitam pecando. Amém”  (Autor desconhecido).

Devoção a Santíssima Virgem

“Desde as origens de nossa Fraternidade, sentimos a presença incessante e protetora de Maria Santíssima. Não houve sequer uma graça, que não nos foi dada por meio dela. Não houve um único combate, que vitória não veio por meio dela. Não houve um grito de socorro que não foi por ela atendido”. (NF 109)

Esse reconhecimento e o nossa filial amor são as razões pelas quais lhe devotamos diferentes manifestações de louvores e orações. (NF 110)

 A Solenidade da Anunciação do Senhor constitui-se a nossa máxima data mariana. Nesse dia, honramos a Virgem Santíssima com aquele mesmo título que ela se deu ao responder seu Fiat a Deus: Ancilla Domini (cf. Lc 1,38). (NF 111)

 Na recitação e contemplação diária do Santo Rosário, vemos por assim dizer, completada a nossa devoção à Maria. (NF 118)

Devoção a São Miguel Arcanjo

 Como prova de nossa gratidão e devoção lhe saudamos anualmente com uma “quaresma”, que será vivida da forma recomendada por Jesus, diante da ação de Satanás: a vigilância e a oração (Mc. 14, 38) assim como o jejum (Mt. 17, 21). E a cada dia, antes da Santa Missa, rezaremos a Ladainha em Honra a São Miguel.

Devoção a São Paulo Apóstolo

Como homem escolhido para anunciar o Evangelho de Deus (Rm 1,1), São Paulo é para nós modelo de evangelizador. (NF 123)

Devoção a São Francisco e Santa Clara de Assis

Com essa devoção encerramos o número dos nossos santos patronos. Como ícones inspiradores de nossa Fraternidade, devotamos a Francisco e a Clara toda a nossa gratidão e o nosso reconhecimento filial. (NF 126)

Francisco e Clara nos apresentam a fraternidade e a pobreza como uma via segura pela qual podemos seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo. (NF 127)

Guardar suas memórias e celebrar suas vidas é para nós garantia de que o ideal francisclariano será sempre um farol a iluminar a nossa Fraternidade. (NF 128)

Devoção a Santas Chagas e a Santa Cruz

Essa devoção chegou até nós por inspiração de Santa Clara, que tinha uma particular devoção pelas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. LSC 30). (NF 131)

Através da recitação do Terço das Chagas, composto especialmente para a nossa Fraternidade, honramos aquelas Santas Feridas por meio das quais fomos curados (1Pd 2,24). (NF 132).

O Lignum Crucis é a manifestação da plena obediência de Jesus ao Pai (cf. Fl. 2,8), assim como da sua plena misericórdia por nós (Gl. 2,20). (NF 134) Para que esse Mistério de Amor não seja esquecido (1Cor 1,17), que cada irmã é chamada a meditação diária do mesmo, e mais intensificadamente nas sextas feiras.


Devoção a Nossa Senhora Menina

Este título mariano tem origem pela festa celebrada a natividade de Nossa Senhora, ou seja, o nascimento da Virgem Maria. A celeste infância de Maria é pouco meditada, pouco conhecida e pouco amada, entretanto é ela digna de respeito e admiração do mundo inteiro. O verdadeiro espírito da devoção à Infância de Maria não se restringe à sua gloriosa Natividade, mas compreende dois outros mistérios: o nome santíssimo de Maria e a sua apresentação no Templo.

Origem da devoção

No Convento de São José de Graça, na capital mexicana, residia uma comunidade de monjas concepcionistas, dentre elas tinha uma irmã que se destacava pela humildade e pela simplicidade, era a irmã Magdalena. Exatamente no dia 6 de janeiro de 1840, na festividade dos Santos Reis, enquanto rezava diante do presépio adorando a imagem do menino Jesus, a irmã Magdalena teve a seguinte inspiração: por que não celebrar com cânticos de alegria o nascimento de Maria, como se faz com o menino Jesus? Veio-lhe a mente a imagem de Maria menina sobre nuvens, recém-nascida, deitadinha, vestida como uma rainha, dizendo:

“Concederei todas as graças as pessoas que me pedirem e me honrarem na minha infância, pois é uma devoção muito esquecida”.

Profundamente impressionada, a irmã Magdalena comunicou tudo isso a abadessa Madre Guadalupe, pedindo licença para mandar fazer uma imagem como a que ela tinha visualizado na mente para dar a conhecer a devoção. Mas a Madre não deu importância e pensou: “Se for do agrado de Deus, ela insistirá”.

E assim foi: a irmã Magdalena insistiu muitas vezes e a madre sempre negou. Em um certo dia, enquanto limpava a sacristia do mosteiro, encontrou a cabeça de um anjo que estava quebrada, levou-a à madre e pediu que deixasse fazer com aquela cabeça a imagem da Imaculada Menina. A madre, então, autorizo.

Aprovação do Papa

A irmã Magdalena chamou um escultor, que esculpiu uma linda imagem do tamanho de uma criança recém-nascida. A imagem foi abençoada, e a monja propagou a devoção dentre o povo da cidade do México, que alcançou grandes graças, favores e milagres de Deus, pela intercessão de Maria Menina.

O Papa Gregório XVI aprovou a devoção à infância de Maria, e a enriqueceu-a com indulgências. A partir daí, foram surgindo novenas, orações, tríduos, e o destaque para o dia oito de cada mês, já que a Igreja celebra o aniversário de Maria em 8 de setembro. Em 1859, antes de morrer, a irmã Magdalena pediu a madre Guadalupe que desse prosseguimento a devoção. A madre mandou fazer outra imagem para levar as casas das famílias devotas. Porém, como a imagem não lhe agradou, guardou-a e não levou em frente a devoção.

A devoção no Brasil

Por ser muito devoto do coração de Jesus e da Virgem santíssima, o nosso primeiro bispo diocesano, Dom José Tomás Gomes da Silva, construiu um pequeno e carinhoso santuário de sobe a intercessão nossa senhora. Querendo prestar uma grande homenagem a Virgem santíssima, no começo de sua vida, dedicou o santuário erigido em favor da Santa Mãe de Deus, sobre o título de Nossa Senhora Menina.

Esta devoção foi iniciada no Brasil por D. Carlos Duarte da Costa, bispo de Botucatu, que construiu a igreja de Nossa Senhora Menina, naquela diocese. Depois de algumas desavenças do prelado com a Santa Sé, lamentavelmente, ele apostatou a sua fé católica e criou a igreja brasileira.

Virgem Senhora em sua inocência

Que a Virgem Senhora em sua inocência, guarde-nos de toda e qualquer investida do mal contra a vida. Que a inocente Senhora Menina, guarde nossas crianças desde o ventre materno e que nos conceda a graça do fim do aborto das inocentes crianças que não podem se defender. Que do seu majestoso bercinho, possa a sempre Virgem Mãe de Deus e nossa, guardar nossa juventude do mal que o mundo lhe oferece e seja ela mesma a saúde dos enfermos neste tempo de pandemia e a companhia dos idosos abandonados e esquecidos.


História de Menino Jesus de Praga

Vilem de Rozumberk, Imperador da Tchecoslowáquia, fundou um Convento Carmelita após conseguir grande vitória numa batalha importante. Foi um ato de agradecimento. Tempos mais tarde, o convento começou a passar por grande crise. Os padres carmelitas, então, pediram ajuda a Deus.

Logo, receberam a visita da Princesa Polixene Lobkwitz, que estava em seus últimos dias de vida. Ela levou aos padres uma grande oferta em dinheiro que os tirou da crise. A princesa prometeu dar aos padres uma bela imagem do menino Jesus, vestido de Rei, com o globo terrestre na mão esquerda e a mão direita levantada para abençoar.

A princesa então disse aos padres: Meus padres, vos dou o que de mais caro possuo, honrai essa imagem do menino Deus e nada lhes faltará. A imagem do Menino Jesus, de fato, foi entregue aos carmelitas logo após o falecimento da princesa. E como a Princesa havia falado, o convento não passou mais necessidades.

Origens da imagem do Menino Jesus de Praga

A ligação da devoção ao Menino Jesus e os carmelitas já vinha de longa data. Santa Tereza D’Ávila, diz al tradição, teria sido a primeira pessoa a vestir o Menino Jesus com roupas de rei. Foi ea quem introduziu a devoção ao menino Jesus nos conventos carmelitas.

Conta-se que a mãe da Princesa Polixene, que era espanhola, tinha ganhado a imagem da própria Santa Tereza D’Ávila. Quando Polixene se casou com um nobre tcheco, ela ganhou a imagem de sua mãe e a levou para a Tchecoslowáquia. Antes de sua morte, a princesa fez questão de dar a imagem aos carmelitas, como uma homenagem a Santa Tereza.

A devoção no Brasil

Foram os padres carmelitas que trouxeram uma imagem e a devoção ao menino Jesus de Praga para o Brasil. Ela chegou primeiro na cidade do Rio de Janeiro. Lá, ela foi entronizada na Basílica de Santa Terezinha.

Os carmelitas difundiram a promessa do Menino Jesus: Quanto mais me honrardes, tanto mais vos favorecerei. Por causa dessa promessa, a devoção se tornou cada vez mais conhecida em muitos lugares.  


Devoção ao menino Jesus de Praga

Essa singela devoção chegou até nós através de nosso fundador, Padre Gilson Sobreiro de Araújo, em uma visita feita ao mosteiro nos trouxe de presente uma belíssima imagem do Menino Jesus de Praga e nos disse que a infância espiritual como parte intrínseca da alma consagrada é o jardim da alma onde o Menino Deus vem brincar e que sustentadas por vossa terna candura buscássemos viver com leveza e profunda pulcritude de vida.


Devoção a Nossa Senhora Menina

A Princesa do Rei Celeste, a mais Soberana Rainha! A presença infante da divina Mãe de Deus, na pequenina imagem que também se encontra em nosso Mosteiro é um convite do pai celeste, para que em meio a tantas desordens do mundo, principalmente entre as famílias, honrassem a infância de Nossa Senhora, oferecendo oração de reparação e intercessão por todos que a desonram.


Devoção a São José

Depois da Santíssima Virgem Maria, não há santo tão amado por Deus e que valha tanto diante Dele, como São José. Vejamos a sua dignidade e sua santidade, para nos convencermos que ele merece de nossa parte uma grande devoção e ilimitada confiança. São Bernardo vai dizer que São José, não foi só Pai de jesus Cristo, mas de certo modo, cooperou na redenção do mundo. Nossa confiança em São José deve ser sumamente grande, pois podemos crer com razão que Deus não recusará graça alguma a esse santo.


Devoção ao Sagrado Coração de Jesus 

“Inumeráveis são as riquezas celestiais que nas almas dos fiéis infunde o culto tributado ao sagrado coração, purificando-os, enchendo-os de consolações sobrenaturais, e excitando-os a alcançar toda sorte de virtudes. Portanto, tendo presentes as palavras do apóstolo são Tiago. “Toda dádiva preciosa e todo dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes” (Tg 1, 17), neste culto, que cada vez mais se incende e se estende por toda parte, com toda razão, podemos considerar o inapreciável dom que o Verbo encarnado e salvador nosso, como único mediador da graça e da verdade entre o Pai celestial e o gênero humano, concedeu à sua mística esposa nestes últimos séculos, em que ela teve de suportar tantos trabalhos e dificuldades. Assim, pois, gozando deste inestimável dom, pode a Igreja manifestar mais amplamente o seu amor ao divino Fundador, e cumprir mais fielmente a exortação que o evangelista são João põe na boca do próprio Jesus Cristo: “No último dia da festa, que é o mais solene, Jesus pôs-se em pé, e em voz alta dizia: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim. Do seu seio, como diz a Escritura, manarão rios de água viva. Isto o disse pelo Espírito que haveriam de receber os que nele cressem” (Jo 7, 37-39). Ora, aos que escutavam essas palavras de Jesus, pelas quais ele prometia que do seu seio haveria de manar uma fonte “de água viva”, certamente não lhes era difícil relacioná-las com os vaticínios com que Isaías, Ezequiel e Zacarias profetizavam o reino do Messias, e com a simbólica pedra que, golpeada por Moisés, de maneira milagrosa haveria de jorrar água (cf. Is 12, 3; Ez 47, 1-12; Zc 13, 1; Ex 17, 1-7; Nm 20, 7-13;1 Cor 10, 4; Ap 7, 17; 22,1).” 

(CARTA ENCÍCLICA HAURIETIS AQUAS DO SUMO PONTÍFICE PAPA PIO XII nº2)


Devoção ao preciosíssimo Sangue

“Sois para mim um esposo de sangue” O furto dessa união, consumada no Calvário entre o verbo e a natureza humana, é a Igreja! E este mistério é ao mesmo tempo a origem e o modelo da união do Verbo com as almas consagradas. (Verbi Sponsa)

Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares.

(Carta Apostólica do Papa João XXIII – Inde a primis – O Culto do Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo nº10)


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